A Céu Aberto

Lobo

Lobo

Quis ser lobo para te vestir a pele
Senti-me voraz lambendo o teu mel
Rasgando as entranhas do teu altar
Uivei loucamente no teu esgar

No frio da noite encontrei o covil
Na sombra da lua fugindo ao fuzil
Fui lobo em ti, alcateia de luz
Refugio seguro, porto de Ormuz

Saciei-me assim, da fome lavrada
Lambi as feridas da longa jornada
O apelo do vento sacudiu-me o dorso
Olhei para a lua, senti o remorso…

Novembro de 2007

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This entry was published on 3 de Novembro de 2012 at 17:15. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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