A Céu Aberto

Sonho de lume

Um sonho sonhado, acordado...
Uma premonição salutar
Ténue visão, um lento acordar
Aquele rosto desfocado...
Uma aura de luz, em contraluz
Na névoa remelenta
Uma forma de mulher, poeirenta
Qu'em contorno, seduz...

Um sonho sonhado, molhado...
Num arrepio inefável
Uma linha de pele instável
No corpete apertado...
Curvatura de volúpia tenaz
Num enleio dormente
O olhar, no gesto insolente
Concerto de corpo, fugaz...

Um sonho sonhado, tornado
No rodopio feroz
Desenvoltura muda, sem voz
Espírito encorpado...
Que, no escuro, seu mundo
Brilha em chama
Porque ama, porque emana
O prazer fecundo...

Um sonho sonhado, despertado
Num assomo encanto
Em êxtase e no feliz espanto
De estar saciado
Entronizado, naquele perfume
De névoa feito
Naquele corpo, o seu eleito
Num sonho de lume...

fogo

 

 

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This entry was published on 2 de Dezembro de 2012 at 19:57. It’s filed under Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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