A Céu Aberto

Goya

Francisco José de Goya y Lucientes, pintor do Rei

Registou o mundo nas suas lentes: obra de Grei

Humanista por excelência, pintor da realidade crua

Um retratista de referência, na pose da maja nua!

 

Observador contundente, no retrato da crueldade

Cidadania consciente, usou a arte na posterioridade

Elemento de análise, para a história e consciência

Da nossa humanidade, que ‘evoluiu na indiferença.

 

Madrid, três de maio, fuzilamentos por sublevação

Os rostos, no seu contrário, carrascos da invasão

Napoleão com seus acólitos, devastando a Ibéria

Coroando seu irmão, em pinceladas de miséria!

 

Desenhando o seu mundo, em rostos contorcidos

Num quadro defunto, granjeando fortes inimigos

Fosse na “santa” inquisição, ou no franco invasor

Teve na perda da audição, o seu maior amargor.

 

E num paralelismo entre o negro e a brancura

Percorremos o enredo, do pintor à sua loucura

Do retrato das cortes, e do recorte das musas

À incidência das mortes, no olhar das medusas!

 

Pintor de forte traço, o “pai da arte moderna”

D’espólio no seu maço, a alegoria da caverna

Caricaturista societário, na tela dos caprichos 

Impressionista embrionário, luz dos seus bichos

Goya - Caprichos

Goya – Caprichos

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This entry was published on 10 de Dezembro de 2012 at 23:27. It’s filed under Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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