A Céu Aberto

Erotismo perene

No recorte do teu corpo, senti o teu serpentear

A tua língua no meu dorso, num leve arrepiar

A leveza dos teus dedos, tacteando a derme

Eu solto, naquela sensação de treme-treme

Viajando na eternidade, na ponta do teu ser

Jogando a sensualidade, em refluxos de prazer

Em contorção irreprimível, na entrega sentida

Olhando o incognoscível, naquela vaga contida

Cumprindo o mandamento, amando plenamente

Ousando o sofrimento, numa paixão indolente

Por entrega total, no amor, no prazer e no sexo

Em profuso bacanal, no teu corpo e seu convexo

Num acto de plenitude, de arrebatamento total

Sentindo-te a longitude, em profundeza transversal

No cruzamento fluido, nos liquido dos teus beijos

No teu corpo em esvaído, no teu bradar solfejo

Compreendendo a incursão, nesta minha existência

Do porquê da comunhão, do sentido da reverência

Por Deus, pelo universo, por esta natureza indómita

Em corpos que se fazem seus, numa massa disfórmica

E que na dicotomia, percebem que são no todo, um

Numa ascese em volúpia, transcendem-se ao incomum

Naquela “metástase” invertida, na formação de um só

Qu’o êxtase revela a vida, e o homem nunca será pó!

erotismo

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This entry was published on 12 de Dezembro de 2012 at 14:29. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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