A Céu Aberto

Saudade

Saudade, palavra quinhentista da lusitana diáspora

Soledade, a minha avó paternalista, por metáfora

Sodade, daquele crioulo, que m’enleva na morna

A verdade, num vocábulo, que sonha co’a torna

 

Do seu regresso à Pátria, p’la melancolia e solidão

P’lo amor confesso à amada, deixada na imensidão

P’lo apego àquela terra, que nos marcou a pele dura

Memórias deixadas na serra, sentimento que perdura

 

Palavra cantada em poesia, no seu lusitano destino

Como um Fado de alforria, que se liberta sozinho

Das grilhetas daquela dor, numa escravidão de ser

Que pejado de sentido amor, suspira ao anoitecer

 

Na distância daquele mar, naquela terra estranha

Rezando naquele altar, pelo regresso em façanha

Numa angústia cortante, numa tristeza sem fim

Um sentimento emigrante, numa lonjura confim

 

Uma “morrinha” galega, um tema de bossa nova

Uma sombria beleza, sua força perante a alcáçova

A voz interior que enlaça, o coração em ansiedade

Um sentimento de raça, uma Nação em Saudade!

Almeida Júnior - Saudade

Almeida Júnior – Saudade

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This entry was published on 13 de Dezembro de 2012 at 10:12. It’s filed under Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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