A Céu Aberto

Palavras

Palavras…
Os teus sons
Em letras desenhadas
Numa transparência de tons
De vivências pejadas
Em registos neóns
De verdades gravadas
Na pureza dos teus dons
Com’um Mestre de Calatrava
 
Monge da subtileza
Na palavra, copiada
Trovador da maior nobreza
Na palavra, declamada
És na palavra, Duquesa
Escrita por seres amada
 
Tacteando o sentimento
A palavra é mensageira
Um humano instrumento
Da nossa visão, em cegueira
 
Pois não comporta o todo
Não esgota a realidade
Actua como um engodo
Da razão, em ambiguidade
 
Mas doces como cerejas
Reproduzindo o Verbo
Edificaram igrejas
O amor o nosso servo
Porque belas na expressão
Porque graficamente sublimes
Tomaram a humanidade na mão
P’la remissão dos nossos crimes
 
Elevando aquele Ser
Pela palavra, a Deus
À força d’ascender
Em sublimação c’os seus
O Verbo, no seu advento
Materializou o Universo
O homem no seu centro
Na palavra, o seu reflexo!
 
No principio era o verbo
 
 
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This entry was published on 16 de Dezembro de 2012 at 16:28. It’s filed under Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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