A Céu Aberto

Abraço

Deste-me um sentido abraço, de forma inesperada
Enlevaste-me com’um laço, fiquei de boca prostrada
Suspenso no teu respirar, no afagar dos teus seios
Numa espécie d’hibernar, aguardando esses anseios
Pelo desenlace seguinte, pelo momento marcante
O meu corpo, um pedinte, pelo teu corpo vibrante
Que pulsava no meu peito, ao teu ritmo couraçado
Um corpo maior insatisfeito, ansiando o desejado
 
E nesse abraço sentido, nessa ligação premente
Que me sustenta, contido, na pulsação clemente
Deixo cair os meus lábios, no lóbulo da tua orelha
Como uso de astrolábios, pra uma rota d’esguelha
E o teu torso contrai-se, numa surpresa desperta
Num arrepio que se trai, na tua boca entreaberta
 
E abraçando-te, beijo-te, numa explosão apertada
Alcanço-te no meu desejo, como se estivesses atada
Tenho o teu corpo amarrado, a tua boca reclusa
O coração aprisionado, numa refrega sem escusa
Todo o teu ser se entrega, num amplo desembaraço
Tenho-te como minha serva, do amor, por um abraço!
 
Abraço
 
 
 
 
 
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This entry was published on 19 de Dezembro de 2012 at 21:07. It’s filed under Poesia and tagged , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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