A Céu Aberto

Lua

Uma lua de desejo, nessa tua face oculta
Nesse corpo giratório, de satélite cintilante
A trajectória oblíqua, esse teu rodar volante
Um astro de lampejo, qu’o reflexo catapulta
 
Do astro rei que te banha, no seu feixe luminoso
Que te deixa magnetizada, de rosto irresistível
Tua lua aromatizada, d’atracção imperceptível
Um uivo na montanha, no teu apelo vertiginoso
 
Águas que se contraem, no teu pólo revigorado
Um brilho penetrante, incandescente, envolvente
Uma poeira brilhante, que nada deixa indiferente
Teus amores que se esvaem, num ai apaixonado
 
És nisso mulher, lua, astro de Gaia e dos humanos
Fonte da luz da paixão, dos sonhos mais ousados
Um farol e escuridão, nesta dicotomia de pecados
Inspiração pra morrer, ou pra vivermos mundanos
 
E enquanto gravitas, do alto da minha existência
Deixas a magia em lastro, que m’ilumina a presença
Lua, tomo-te o rasto, dessa mulher de nascença
Numa dúvida que suscitas: és ilusão ou ciência?
 
lua
 
 
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This entry was published on 20 de Dezembro de 2012 at 12:26. It’s filed under Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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