A Céu Aberto

Sintra

Eis que em vários labirintos de montes e vales

Surge o glorioso Éden de Sintra.

Ai de mim, que pena ou que pincel

Logrará jamais dizer a metade sequer

Das belezas destas vistas(…) ?

Lord Byron

Monte da Lua, um postulado romântico

Uma fraga nua , uma visão d’Atlântico

Um verde intenso, um aroma florestal

De chalets ao vento, sem beleza igual

 

A muralha de pedra, dum castelo mourisco

Um Palácio da Pena, com cúpula d’obelisco

Uma vila de charme, um recanto de Reis

A caléche de monta, um convento de freis

 

Que usavam capuchos, como roupa frugal

Renegando outros luxos, como força do mal

Na simplicidade cristã, da obra franciscana

Uma comunidade irmã, em negação humana

 

Um poema de Byron, cantado em Monserrate

Um fillet-mignon, degustado com muita arte

Numa villa de Tivoli, plantada em Seteais

Um caminho sem fim, num poço de sinais

 

Incrustado na eira, dum Palácio iniciático

Quinta da Regaleira,  conjunto emblemático

Dos grupos secretos, de simbologia esotérica

De labirínticos trajectos, de lombadas feéricas

 

O Palácio da Vila, dos wallis muçulmanos

Traçado de branca argila, nos cones arcanos

De fechada medieva, uma residência real

Maravilha, que preserva, esta terra…irreal!

Sintra

Anúncios
This entry was published on 23 de Dezembro de 2012 at 19:09. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: