A Céu Aberto

Cigano

Bandoleiro, cantador, nómada de tempos imemoriais
Forasteiro, bailador, um rosto de tons outonais
Na sua voz roufenha, louva a paixão e a sua dor
Ao crepitar da lenha, solta a volúpia do amor
 
Naquele céu aberto, que é seu sem condição
A guitarra, um concerto, melodia d’emoção
Os corpos de longos cabelos soltos, serpenteiam
Num sapateado de toques revoltos,  tudo incendeiam…
 
Naquela noite escura, com uma lua que se esvai
Um Flamenco de cultura, o velho astro atrai
Para o seu imaginário, para o seu quadro natura
Recriando o mostruário, duma vivência em soltura
 
Duma raça que sem leis, tomou as da música e dança
Para seus salvos-condutos Reis, de renovada esperança
Mostrando no seu viver, qu’o mundo é multicolor, diverso
E no que importa a sofrer, o cigano é o seu artífice converso
Diego el Cigala

Diego el Cigala

 
 
 
 
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This entry was published on 28 de Fevereiro de 2013 at 11:40. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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