A Céu Aberto

Camilo

Em terras serranas, de gosto verdasco
Um nome imortal, desponta na pedra
Seu filho natural, de menino que medra
Pr’as vidas mundanas, seu próprio carrasco
 
No cárcere da vida, tomou a sua paixão
Num semblante Plácido, a sua “sentença”
O registo do trágico, de vida sem pertença
Na justa medida, por “amor de perdição
 
E na  entrega total, a uma vida complexa
Na boémia, no jogo, nos amores proibidos
Na sua réstia d’arrojo, elevando-os a escritos
Essa força-animal, qu’aos génios afecta
 
Sem a alma criadora, qu’os seus olhos reflectia
Por inertes, vítreos, na sua chama romântica
Edificou-se o venéreo, na base daquela têmpora
Pela força propulsora, Camilo cessou a lascívia
 
Morreu como viveu, na intensidade do gesto
Criando como sofreu, no romantismo conexo
Amando em inquietude, no perímetro social
Descrevendo a plenitude: a emoção existencial 
Camilo_Castelo_Branco_by_Bottelho
 
 
 
 
 
 
 
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This entry was published on 8 de Março de 2013 at 23:39. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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