A Céu Aberto

Catarse

Nessa catarse, o escrever

Onde cada passo em falso

Tem a força dum novo choque

Que se projecta no Ser

Num renovado sobressalto

No cenário de contra-golpe

 

Nesta luta renhida

Entre eu próprio e a vida

Nestas palavras abertas

Em si próprias despertas

Escravas, em si por libertas

Guerras forjadas, incertas

 

Um maremoto interno

Com epicentro no externo

Em vagas, torrentes e salvas

Que desaguam, em mágoas

Que tudo varrem, pujantes

Palavras que soam, troantes

 

E nesse outro armisticio

Nesse campo de bulício

Nos seus elementos, rasgado

Surge no alto, o solstício

A vida regressa ao início

Do homem, por momentos, soldado

catarse2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios
This entry was published on 5 de Abril de 2013 at 14:32. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: