A Céu Aberto

Ciúme

Uma dor reflectida
No peito, esta ferida
Que cresce em temor
Não como mal, como dor
 
Que nos invade, corrói
Que nos esboroa, destrói
Num pensamento, num crer
Num sentimento, sem o ser
 
Porque a dor não é doença
É todo um mal de pertença
Numa posse desabrida,
Neste tumor, essa ferida
 
E nela convalescemos
Nos curamos, sem o sermos
De novo doentes, em queixume
Nessa paixão, indolentes, no ciúme
 
Como um epidemia cíclica
Que tudo invade, claudica
O nosso corpo, o espírito
Sem outro conforto, aflito…
 
Porque a doença se esvai
Novo sentimento se contrai
Largando esse estado febril
Voltamos de novo, ao ardil 
 
De novo nos empossamos
Dessa doença, em tal crença
Que julgamos qu’esse novo lume
É um mal de amor, não ciúme!…
 
ciumes
 
 
 
 
 
 
 
 
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This entry was published on 11 de Abril de 2013 at 8:03. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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