A Céu Aberto

Sono

 
Acordas estremunhado
Duma noite em pesadelo
Num sentimento pisado
De quem sente um atropelo
Tentas recordar o embate
Nesse choque, combalido
Figuras díspares, em destaque
Num cenário sem sentido
Corres d’encontro ao precipício
Saltas no abismo da memória
A tua vida é um artifício
Que se vive em moratória
Suspenso, vives sem fôlego
Respiras, sem respirar
Sais desse fundo, trôpego
Acordas, sem acordar
Como num sonho desperto
A vida assoma-se devagar
E num novo vislumbre, incerto
A mensagem tarda em chegar
São sombras vagas, cadentes
Prenúncios de momentos volvidos
Emoções lavradas, dormentes
Em sentimentos ténues, sortidos…
E no teu corpo entorpecido
Por esse sonho, rebuscado
Sonhas a vida, renascido
Ou (re)adormeces, ensonado?
Sonho
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This entry was published on 17 de Abril de 2013 at 10:39. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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