A Céu Aberto

A cidade e as serras

 
Sonho c’oa cidade e as serras
Num destino definido
Dessa idade em qu’as eras
Tomam um duplo sentido
 
Na cidade a juventude
Por irreverência tardia
E nas serras, a finitude
De quem vive, dia após dia…
 
Como um conto de Queiróz
Onde a vida só começa
Onde acabamos, a sós
A morrer,  peça por peça
 
Numa alegria incontida
Por se descobrir o momento
Em que tudo pára, na vida
Par’a viver, só por dentro
 
Nessa ligação à terra
À textura do seu solo
À chuva que cai na serra
Lavando-nos o desconsolo
 
Uma quimera, talvez
Um desejo em força bruta
Uma razão sem lucidez?
Ou este destino da luta?
 
Uma forte convicção
Nessa pertença serrana
Que nesta cidade, a razão
Cederá à forma humana
 
E o meu Tormes s’edifica
À minha espera, no cimo
Tendo um Rio, e uma bica
Tal qual a terra de Jacinto!…
Eca_Queiros_Cidade_Serras
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This entry was published on 26 de Abril de 2013 at 1:13. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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