A Céu Aberto

Idade

Uma marcha inexorável
P’lo caminho sinuoso…
Neste momento rugoso
A contagem expectável
 
Um, mais um, contabilizados
Numa soma sem valor
Na idade, o relator
Dalguns momentos passados
 
Como um apuro final
Como uma prova fiel
Da existência cruel
Nesta idade natural?
 
No corpo que s’encarquilha
Numa mente já cansada
Prova maior da caminhada
A cada ano, milha a milha
 
Um caminhante de fundo
De perene humanidade
Qu’em si, toma a idade
A sua prova, no mundo
 
O tempo gasto na pele
Em ciclos, vagas lunares
Nas rugas, os seus vagares
Num tempo, qu’é todo dele
 
Pois sendo medida fugaz
Ou não existindo sequer
Tem nessa virtude, o saber
Que nesta idade, nos faz
 
Presos à sua memória
À sua doce ficção
Nesta aparência d’acção
Vivemos, fazemos História
 
E a idade permanece
Como uma tara perdida
Celebramo-la como vida
Num corpo qu’apodrece
 
Neste presente constante
Sem passado ou sem futuro
Nesta idade, um prematuro
Vive o momento…distante!
relogio
 
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This entry was published on 3 de Maio de 2013 at 22:59. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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