A Céu Aberto

Poesia

Escrevo poesia, por economia
No recurso das palavras
Escrevendo menos, mais dizia
Nas entrelinhas, sem outras falas
 
Na imensidão dum único som
Nesse advérbio, nesse pronome
Um único puzzle, este frisson 
Que nos embala e nos consome
 
Na escrita o vício
Em criação
Como um solstício
Em ebulição!
 
O quadro, o caldo
De letras vãs
Que no rescaldo
Nascem irmãs!
 
Em ritmo e síntese
A escrita enleia
Palavras, diz-se
Da poesia alheia…
 
E só nós sabemos, o seu recurso
Na inspiração, no seu devir
Não criando, sai o remorso
Do lapso sentido, noutro fluir…
 
Por isso  na escrita, na poesia
Jogo nas palavras, na sua veia
A minha droga, sem mais carestia 
Nesta economia, é a minha seiva!…
 
Dela m’alimento, sem maior conduto
Nesta energia, que me trás desperto
Sentida por dentro, na raiz ou o fruto
É nesse momento que me sinto aberto!
 
À inspiração, ao que vem de fora
Uma sensação, que nos torna a via
Dessa voragem qu’aspira à obra
Uma só imagem, e nasce a poesia!
 
Sem muito pensar
Sem muito dizer
Escrever sem parar…
Escrever por escrever!…
poesia 
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This entry was published on 23 de Maio de 2013 at 17:36. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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