A Céu Aberto

Madre de Deus

Lisboa casta, antiga
D´Igrejas e Conventos
Onde a ribeira, a ermida
Lembram outros momentos
 
Longas etapas de vida
Nos traços da velha cidade
Onde a Igreja é vestida
Na capa da santidade
 
Outros palácios frondosos
Debruçados sobre o Tejo
Como pontos lustrosos
Dessa margem, em cotejo
 
Claustros, jardins proibidos
Aulas de dança barroca
Capelas, juras, gemidos
Que nessa janelas, se troca
 
Uma cidade de Rio
De ribeiras e colinas
Dum sol e aceso estio
E uma nobreza d’esquinas
 
Onde o Clero também vinga
Nos seus palácios-mosteiros
Renegando ao seu sofisma
E no amor, os primeiros!
 
E no Largo de S. Domingos
Autos de fé aos Judeus
Qu’ardem nos sete quintos
Por não agradarem a Deus 
 
Uma sociedade d’época
Cheia de requinte, devoção
Nos Jerónimos, s’arquitecta
Esse Portugal da expansão
 
Que Santa Ingrácia sucede
Como obra intemporal
Nem quadro séculos, impede
Esse Panteão Nacional!
 
E como qu’escondido d’olhar
Esse Convento, em Xabregas
Madre de Deus, no altar
Qu’em azulejos, nos cegas!
 
Tal é a beleza reflectida
Nesse local que s’adivinha
Em Leonor, a esclarecida
De D. João II, Rainha!
 
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This entry was published on 26 de Junho de 2013 at 18:38. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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