A Céu Aberto

Sonho duma noite, no verão?

Uma noite quente de verão
Várias ruas do passado
Sempre esta sensação
Dum existir relembrado
Rostos que vincaram
Conversas adolescentes
Que hoje não estão, ficaram
Vultos, por noites quentes
Que se percebem à passagem
No tempo e nesse lugar
Nuno, Paulo? Miragem…
Só a noite teima em ficar
Neste mundo momentâneo
Moldado na sua voragem
Onde cada instantâneo
É uma peça da engrenagem
Como s’os seres, por risível
Só servissem de adorno
A um mundo perecível
Que nos larg’ao abandono
Nessa memória longínqua
Nesses vultos doutra era
Onde só a visão oblíqua
Nos recorda, a quimera
As jogatanas na rua
As saídas nocturnas
As lutas, na disputa crua
Por fantasias, loucuras..
Na amizade genuína
Na sentida camaradagem
Subindo as escadas, acima
Gritand’a nossa coragem!
De meninos libertos à sorte
A quem confiaram as ruas
Os laços quebrados na morte
Perpetuar-se-ão noutras luas!
Do mundo que nos acolher
Que seja igual ao nosso
Aí estaremos, ao entardecer
Nessa lua quente d’Agosto
De novo, subiremos ao topo
E galgaremos outros muros
No escuro, de nervoso no rosto
Por certo, viveremos com juros!

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This entry was published on 7 de Julho de 2013 at 20:55 and is filed under Poesia, Retratos. Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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