A Céu Aberto

Matosinhos

Porto de mar, por Leixões
Terra de peixe, bem regado
Praias de gente, multidões
Nesse calçadão compactado
Desd’a anémona ao padrão
P’lo areal até ao molhe
Matosinhos tem no verão
Essa estacão que bem colhe
E até a sua água friorenta
Torna-se a gosto, prazenteira
Que na memória da tormenta
Que no inverno é sua esteira
Toma-nos na sua amplitude
Como um reflexo já térmico
Num prazer que, amiúde
Nos deixa sabor endémico
Numa ligação permanente
A esse clima tão díspar
Que  tem na sua gente
Esse cariz, tão impar
Pois o seu traço genuíno
De quem recebe a gosto
Torna o Verão, pequenino
Mesmo no pico d’Agosto!
E eu sei bem do que falo
Pois tenho cert’a experiência
Nesse trato, tenho faro
P’la voz dessa referência
Com quem partilho a mescla
Na amplitude geográfica:
Matosinhos, porto de pesca
Lisboa, costa de África!
E nessa geo-miscigenação
Entre o norte e o sul
Vinga o travo do Verão
Nessa correnteza azul
Pois não há cor que planeie
Melhor por se adaptar
Ao sol que bem nos bronzeei
Na praia que bem nos achar
E nessa ida a banhos
Antes de voltar à Boavista
Por certo, não vou a Paranhos
Comer o carapau à vista
Retenho-me pelo mercado
No cheiro que já vem a fumos
Do peixe, na beira grelhado
Da rua que me lev’a outros rumos!

20130710-141051.jpg

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This entry was published on 10 de Julho de 2013 at 13:10. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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