A Céu Aberto

Um final de tarde

Beethoven, e um sol tardio

Um som robusto, e o fio

De luz que se estende

No horizonte, cadente…

 

Uma lua que surge, branca

Nesse céu, qu’o azul decanta

Mistura-se numa sinfonia

Inebriante, tocante, luzidia…

 

A imagem que bem ocorre

Depois de Tchaikovsky, tão nobre

É um homem de cabelos soltos

Nesse seu génio, revoltos!

 

Uma música tão pujante

Depois da do Russo, sonante

Que num crepúsculo, de roxo

Sobressai-me a vida, em arrojo!

 

Viajo, nessa noite celeste

Nesse céu que enegrece

Em Schumann, arrefece…

Já a vista se escurece

 

Quero Chopin, por nocturno

Cadente, rítmico, soturno

Na negritude que se planta

Na imensidão que me suplanta!

Nocturno

 

 

 

 

 

 

 

 

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This entry was published on 20 de Julho de 2013 at 20:14. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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