A Céu Aberto

Holanda (numa viagem por Amesterdão)

Cidade dos Estados Gerais
Sua capital emblemática
De sete províncias liberais
Nessa renúncia dinástica
 
Habsburga e Católica
P’lo calvinismo herege
Nessa cisão apostólica
Qu’independente, emerge!
 
Em oitenta anos de lutas
Contr’os Terços espanhóis
Nas trincheiras, as labutas
Que resistentes, que sois!
 
Um império universal
Contr’os rebeldes unidos
Uma máquina marcial…
Derrotados, os validos!
 
E uma nova pátria imerge
Nessa terra de desnível
Num sentimento rebelde
Torna-se império bem crível!
 
É a nova senhora dos mares
Vai de republicana a orangista
Resgat’a Espanha, novos lugares
Cria Companhia corporativista!
 
Vai do Brasil ao Japão
O seu império mercantil
D’Osaka a Amesterdão
Viv’a Holanda, senhoril
 
Resgatado ao Espanhol
O Português também sofre
Vai-se o império do sol
Toma-se o Brasil, em sorte!
 
Pernambuco e a Bahía 
Os novos assaltos flamengos
O Nordeste em tal razia
É tomado, por momentos…
 
Forte Orange e Olinda
Itamaracá e Recife
Leves retratos da Holanda
Tomados ao Portugal, em declive…
 
Um pequeno território
Resgatado ao mar
É esse novo Emporio 
Nessa Espanha, em seu lugar
 
E uma pequena cidade
Porto de mar, de comércio
No seu saber, sem idade
Tom’as as rédeas do consórcio
 
Esse saber que foi nosso
Nessa idade d’ouro, reinante
Que num inquisitório processo
Partiu pro norte, tolerante…
 
Perdemos muito, por certo
Mais que dinheiro, iniciativa
Esse saber, que liberto
Serviu a outros, por sua vida
 
E nessa cidade de canais
Forjados no mar e no rio
Nasceram os Estados Gerais
Que dessa Nação s’extraiu
 
Uma Veneza do Norte
Rival em poder e beleza
Amesterdão, por seu porte
Reinou como sua Alteza!
 
E um século de ouro vingou
Nessas províncias a norte
Um pequeno povo, s’armou
Gritando vivas à morte!
 
E no traço desses pintores
Percebe-se a vontade, o querer
Dum povo d’armadores
Armando-se por seu viver!
 
Rembrandt, Vermeer, Van Dick 
Van Gogh, Brueghel, novo e velho
Flamengos, o povo do dique
Holandeses, unidos p’lo Concelho!
Paz de Munster - Van der Helst

Paz de Munster – Van der Helst

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This entry was published on 24 de Julho de 2013 at 13:34. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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