A Céu Aberto

Sereníssima

Tenho saudades de ti, Sereníssima
Do teu semblante bizantino
Dessa praça, tão santíssima
São Marcos, o Alexandrino…
Essa mescla oriental
“No mais belo salão D’Europa”
Deu-lhe Napoleão, triunfal
Esse epíteto, na derrota…
A pérola do Adriático
Uma cidade imperial
Um perfil algo fleumático
Nesse seu encanto ducal
Republicana, Naval
Aristocrática e vaidosa…
Nos Doges, o poder temporal
E as paixões em Casanova
Tema d’orgulho italiano
Um ícone desse Carnaval
D. Giovani, rosto mundano
Duma vida em bacanal?
Ou apenas um homem sensível?
Tão próprio desse seu século
Artístico, erudito, irrepreensível…
A que só as tentações, erram no cálculo?
E essa Gôndolas ornamentadas?
Qu’uma ária me faz transportar
Por sujos canais, pontes afamadas
Que só em suspiros, se pode amar!?

Vejo-me a morrer em Veneza
E troco-a na fatalidade de Florença
Porque a morte, por beleza
Vem de dentro, por sentença!

Creio que vivi Bizantino
Nesse luxo d’entreposto
Se fui Doge, ou libertino
Só Veneza me deu rosto!
Venice-articleLarge
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This entry was published on 9 de Agosto de 2013 at 18:29. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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  1. Pingback: Sereníssima | Política(?) Sindicante

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