A Céu Aberto

11 de Setembro

Doze anos se passaram
Desd’o salto no abismo
Onde poucos atentaram
Sobr’o mundo, o teu destino!

Esse salto par’a morte
Tantas vezes repetido
É a política do “norte”
Contr’o mundo “foragido”

E entraste na contabilidade
Porque nessa hora errada
Eras, em boa verdade
Uma peça abandonada

E o mito do atentado
Que o ódio acirrou
Foi bem justificado
Noutra invasão qu’enlutou

Outro país, mas aos milhões
“Armas químicas, atómicas!”
Razões políticas, sanções
Que só por si, se mostram crónicas!

Agora Damasco se põe a jeito
Nova justificação p’lo químico
Um não alinhado? Alvo perfeito!
Na votação de travo cínico!

E tem petróleo, gás natural?
Um estado árabe, em guerra civil?
Um problema de Segurança Nacional
Pr’a ser tratado ao preço do barril!

Por isso saltaste, sem mais solução
Antes a morte, qu’essa vergonha
De seres queimado, na combustão
Dum atentado que nem se sonha!

Foste um símbolo deste tempo
A tua morte? “Dano colateral”…
Por efeméride, o 11 de Setembro
Deve lembrar-te vítima do Mal…

Hijacked Planes Hit World Trade Center

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This entry was published on 11 de Setembro de 2013 at 11:59. It’s filed under Poesia, Retratos and tagged , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

One thought on “11 de Setembro

  1. Pingback: 11 de Setembro | Política(?) Sindicante

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